quarta-feira, 7 de outubro de 2009

28.º Domingo Comum

28.º Domingo do Tempo Comum – Ano B – 2009

Sabedoria 7,7-11 – Salmo 89 – Hebreus 4,12-13 – Marcos 10,17-30

Como expressa a Leitura do Livro da Sabedoria, o tema da Palavra de Deus de hoje é a busca da Sabedoria. A Sabedoria é o dom do Espírito Santo que abrange todos os outros. Como se diz na Leitura do Livro da Sabedoria ela vale mais do que o ouro e a prata, os cetros e tronos, mais que a saúde e a beleza, e mais que a luz dos olhos. Todos os bens nos vem com a Sabedoria e de todos os bens, o maior de todos, a vida eterna.

A Leitura da Carta aos Hebreus identifica a Sabedoria com a Palavra de Deus. De fato, entender a Palavra de Deus profundamente e vivê-la é um dom do Espírito santo e corresponde à Sabedoria. Claro é que nem todos na Igreja tem esse dom, mas como a Igreja é um Corpo, aqueles a quem é dada a compreensão mais profunda da Palavra de Deus devem ensiná-la aos outros. Nem a todos o Espírito Santo se comunica diretamente, mas quem recebe um dom deve colocá-lo para a vantagem de todo o Corpo da Igreja. Tudo está nu e descoberto aos olhos da Palavra de Deus, ou seja, da Sabedoria. Quem a possui compreende todas as coisas.

No Evangelho, uma pessoa se dirige a Jesus desejando a vida eterna. O caminho para a vida eterna é a Sabedoria. Jesus é a Sabedoria Encarnada, a Palavra de Deus que se encarnou e habitou entre nós (cf. Jo 1,14). Jesus aponta logo o centro da Sabedoria, que é buscar Aquele que só Ele é bom: Deus. Quem bota o seu bem em Deus está no caminho de adquirir a Sabedoria. Pelo pecado original a pessoa humana deixou de colocar o seu bem em Deus e começou a colocá-lo no seu poder sobre as criaturas. A pessoa que interpela Jesus diz que segue os mandamentos, ou seja, não prejudicava a ninguém. Mas será que fazia o bem a alguém? Quando Jesus lhe aponta o caminho da perfeição, que é colocar o bem em Deus só, o interlocutor de Jesus vai embora cheio de tristeza, porque estava cheio de idolatria e tinha seu verdadeiro bem nas riquezas. Pergunta-se: as riquezas eram dele ou ele que era das riquezas? Se ele não consegue dispor do que é seu é porque sua propriedade o domina e não é ele que tem poder sobre sua propriedade, mas sua propriedade tem poder sobre ele. A causa da tristeza é a condenação do pecado original: a pessoa não consegue viver da graça de Deus e tem o seu bem nas criaturas. Daí Jesus dizer que é muito difícil um rico entrar no Reino dos Céus. O rico, geralmente tem o seu coração, não em Deus, mas nas suas riquezas, que não lhe podem dar vida eterna. A Sabedoria que conduz à vida eterna vale mais do que todas as riquezas do mundo e é só ela que pode dar a Paz ao coração do homem diante da morte e das cruzes desta vida. No entanto, diante da infinita misericórdia de Deus, Jesus Cristo afirma que para Deus tudo é possível, inclusive derramar sua graça sobre os ricos, que podem fazer com suas riquezas muito bem, dar comida a quem tem fome, bebida a quem tem sede e remédios a quem está doente, e instrução a quem é ignorante. A própria Igreja, para sua missão, precisa de recursos e muitos ricos ajudam a Igreja em países abastados e essa ajuda vai para países empobrecidos. Para Deus nada é impossível. O mais importante de todos os bens que alguém pode almejar é a Sabedoria que é a prória habitação de Deus no espírito da pessoa humana.

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