31.º Domingo do Tempo Comum – Ano B – 2009
Apocalipse 7,2-4.9-14 – Salmo 23 – Primeira Carta de São João 3,1-3 – Mateus 5,1-12ª
Todos os Santos
A Festa de Todos os Santos inaugura o mês de novembro. É o último mês do Tempo Comum. Neste mês a Igreja reflete sobre as realidades futuras, que se chamam Novíssimos do Homem. Medita sobre o destino de todas as pessoas que deve ser o Céu ou o Inferno. A Festa de Todos os Santos não é a festa dos santos já canonizados, mas a de todos quantos estão ou estarão no Céu, vivendo a vida em comunhão com a Santíssima Trindade. Nesta festa a Igreja se vê antecipadamente participando da glória de Deus. Por isso, a leitura do Apocalipse nos faz contemplar “uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do Trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas (vestes nupciais) e traziam palmas nas mãos (simbolizando a Cruz que portaram na terra)” (Apocalipse 7,9). “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram suas roupas no Sangue do Cordeiro” (Apocalipse 7,14). O Salmo os saúda: “É assim a geração dos que procuram o Senhor” (Salmo 23,6).
A Leitura da Carta de São João nos dá o título de filhos de Deus. Na verdade Deus só tem um Filho, que é Jesus Cristo, a Palavra ou a Sabedoria Encarnada. Nós somos chamados filhos de Deus por causa da nossa união ao Filho Unigênito de Deus, pelo Espírito Santo. Por esta razão esta Leitura diz: “Sabemos que, quando Jesus se manifestar seremos semelhantes a Ele porque o veremos como Ele é” (Primeira Carta de São João 3,2). Na Eternidade não há separação entre Jesus e os que Ele uniu a Ele. Não se deve dizer: “depois de Deus, eu amo mais a Virgem Maria”, pois esta já está plenamente na comunhão com Deus. Não há mais separação. Quando dizemos “Virgem Maria, rogai por nós” estamos dizendo “Jesus, que vives em Maria, intercedei por nós!”. “Eis por que Cristo entrou, não em santuário feito por mãos de homens, que fosse apenas figura do santuário verdadeiro, mas no próprio céu, para agora se apresentar intercessor nosso ante a face de Deus” (Hb 9,24). “Filhinhos meus, isto vos escrevo para que não pequeis. Mas, se alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo 2,1). Jesus é o Intercessor. Cada um de nós só pode interceder pelos irmãos – e mesmo os santos – pela comunhão com Jesus Cristo.
Finalmente temos o Evangelho. Traz as bem-aventuranças como estão no Evangelho de São Mateus. Os pobres em espírito são os que se sentem pobres, mesmo tendo muitas graças e coisas, porque anseiam acima de tudo possuir Deus e não O possuindo ainda nesta terra, sentem-se pobres. Deles é o Reino de Deus porque amam a Deus acima de tudo. Os aflitos são os que desejam Deus e passam por tribulações nesta vida, participando da Cruz do Senhor, sendo cordeiros de Deus com Ele. Serão consolados porque Deus se revelará a eles e o seu sacrifício não será

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